Estudo do Observatório Juventudes PUCRS/Rede Marista analisa tendências globais de trabalhabilidade para jovens

O Observatório Juventudes PUCRS/Rede Marista (OJ) está lançando uma série de cadernos temáticos intitulados Radar Jovem, com o objetivo de visibilizar indicadores, analisar contextos das realidades juvenis e subsidiar novos processos decisórios, assim como a estruturação de projetos, programas e intervenções que promovam condições mais integradas para a vida juvenil. Seu primeiro volume examina o panorama mundial do trabalho juvenil.

 

Para sua elaboração, foi realizada uma análise documental e cruzamentos estatísticos produzidos pela equipe do OJ, tomando como base o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência especializada das Nações Unidas que promove a justiça social e os direitos dos trabalhadores por meio de normas internacionais e do diálogo social.

 

A OIT é responsável pelos documentos de Tendências Globais de Emprego para Jovens (GET Youth), dedicados a reunir dados sobre a trabalhabilidade juvenil, isto é, a capacidade da pessoa de inserir-se, permanecer e progredir dentro do mercado de trabalho. A investigação aborda informações sobre a condição juvenil em diferentes territórios do planeta, destacando seus desafios para alcançar um trabalho decente. Para a OIT, trabalho decente é considerado aquele que oferece aos jovens dignidade, segurança, liberdade, igualdade de oportunidades e condições justas.

 

O Radar Jovem n.01 – Um estudo sobre o panorama mundial do trabalho juvenil focalizou as realidades juvenis em escala global, com recorte para regiões e sub-regiões específicas do mundo, como: Américas, África Subsaariana, Europa e Ásia Central, MENA (Middle East and North Africa – Oriente Médio e Norte da África), além de Ásia e Pacífico.

 

Segundo a coordenadora do OJ, Patrícia Espíndola de Lima Teixeira, esse estudo se destaca não apenas pela urgência temática, mas pela forma como foi desenvolvido: “Entendemos que o Observatório é um espaço de difusão e produção de conhecimento, mas também formativo. Por isso, a série Radar Jovem quer se destacar pelo protagonismo juvenil na operação: desde a análise criteriosa da pauta, seleção documental, contextualizações e considerações. Tudo é realizado pela ótica de nossos jovens pesquisadores. Acompanhamos cada ideia e debate, mas o fio condutor é tecido por eles.

 

De acordo com a idealizadora do tema da primeira edição, Maria Eduarda Siqueira Biazetto Rosa, estudante de Relações Internacionais da PUCRS e estagiária do OJ, a discussão sobre o estudo e trabalho merece destaque: “É necessário observar as realidades à nossa volta, julgá-las e, a partir disso, agir para que possamos mudá-las para melhor. Estudar e tecer debates sobre essa temática ajuda no combate contra a exploração juvenil e na luta por trabalhos decentes, seguros e legais para as juventudes”.

 

Também estudante de Relações Internacionais da PUCRS e estagiária do OJ, Alícia da Rocha Pires foi responsável pela análise de conjuntura do material: “Comprometer-se a conhecer a história, a economia e a cultura de uma região é essencial para entender as realidades de trabalho dos jovens, assimilando que esses jovens não existem no vazio, mas em um ambiente que influencia diretamente em suas vidas.” A jovem ainda complementa: “Oportunidades, ou a falta delas, têm raízes em processos longos, que formam expectativas e trajetórias. Quando entendemos os contextos específicos, percebemos que as decisões e escolhas dos jovens não são apenas individuais, mas estruturais.”

 

Quando se observa os resultados das Américas, por exemplo, identificam-se que:

  • As taxas da população juvenil trabalhadora na América Latina e América do Norte encontram-se consistentemente acima da média global.
  • América do Norte possui o menor percentual de jovens que não estudam, não trabalham e não possuem formação/treinamento (NEET) entre as sub-regiões das Américas.
  • A exposição ao crime organizado mostrou-se como mais um dos obstáculos na transição dos jovens para o mundo adulto e do trabalho na América Latina e Caribe.
  • Na América Latina, 25,9% das mulheres jovens se enquadravam no status NEET em 2023. Esse indicador é quase o dobro da taxa de homens jovens.

 

Maria Eduarda enfatiza que “em todas as regiões do mundo, a maioria dos jovens NEETs são mulheres” e Alícia reafirma: “São dados que nos permitem analisar as desigualdades com maior precisão, possibilitando identificar padrões relevantes para a construção de soluções realistas, sensíveis e eficazes para o futuro dessas juventudes.”

 

Para acessar o primeiro caderno temático, clique aqui.

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